Principais praças europeias começaram a sessão em alta, enquanto os mercados aguardam novos dados sobre a evolução dos preços na Europa e nos Estados Unidos. Em Lisboa, o PSI também negoceia no verde.
As principais bolsas europeias arrancaram esta quarta-feira em terreno positivo, num dia marcado pela expectativa em torno dos novos dados de inflação que serão divulgados na Europa e nos Estados Unidos. Os investidores procuram sinais que possam ajudar a antecipar os próximos passos dos bancos centrais em matéria de taxas de juro.
Pelas 09h10 em Lisboa, o índice pan-europeu EuroStoxx 600 avançava 0,68%, para 642,45 pontos. Entre as principais praças do continente, Londres subia 0,69%, Frankfurt ganhava 0,61% e Paris avançava 0,18%. Madrid valorizava 0,76%, enquanto Milão subia 0,62%.
Também Lisboa acompanhava a tendência. O PSI, principal índice da bolsa portuguesa, ganhava 0,87%, para 9.749,84 pontos. No mercado cambial, o euro mantinha-se praticamente estável face ao dólar, com uma valorização de 0,04%, para 1,1346 dólares.
Inflação volta a dominar a atenção
O comportamento dos preços está no centro das atenções dos mercados, sobretudo depois de os primeiros dados divulgados esta semana terem apontado para um novo agravamento da inflação em várias das maiores economias da zona euro.
Em França, a inflação harmonizada acelerou para 3,4% em setembro, enquanto em Espanha atingiu 5%. Na Alemanha, o crescimento dos preços também acelerou para 3,3% e, em Itália, chegou aos 4,1%. Os valores ficam acima do objetivo de 2% definido pelo Banco Central Europeu (BCE).
Os dados nacionais antecedem a divulgação da estimativa para a inflação de toda a zona euro. As previsões apontam para uma taxa de 3,6% em setembro, acima dos 3,2% registados em agosto.
A subida dos preços da energia, associada à instabilidade no Médio Oriente, está entre os principais fatores identificados para o agravamento da inflação. O aumento dos custos do petróleo e do gás pode continuar a pressionar os preços nos próximos meses.
Olhos também nos Estados Unidos
Do outro lado do Atlântico, os investidores aguardam igualmente novos dados sobre a inflação norte-americana.
O principal indicador em destaque é o PCE, medida de inflação acompanhada de perto pela Reserva Federal norte-americana (Fed). O indicador é particularmente relevante para o mercado porque pode influenciar as expectativas relativamente à evolução das taxas de juro nos Estados Unidos.
Os dados divulgados entretanto mostraram uma subida mensal de 0,3% no índice de preços PCE, abaixo dos 0,4% esperados pelos economistas consultados pela Reuters. A reação inicial foi de recuo do dólar e das yields das obrigações do Tesouro norte-americano, refletindo uma menor pressão para novos aumentos dos juros.
Petróleo continua a condicionar os mercados
A evolução dos preços da energia continua também a ser acompanhada de perto pelos investidores. O petróleo Brent mantém-se próximo dos 100 dólares por barril, num contexto marcado pelas incertezas em torno do conflito no Médio Oriente e das negociações para um eventual acordo.
O comportamento do petróleo tornou-se particularmente relevante para as perspetivas de inflação, uma vez que um aumento prolongado dos custos energéticos pode voltar a pressionar os preços para cima e dificultar a atuação dos bancos centrais.
Apesar da pressão sobre a inflação, as bolsas europeias iniciaram a sessão com ganhos. O mercado continua, no entanto, particularmente sensível aos próximos indicadores económicos, numa altura em que os investidores tentam perceber se a atual subida dos preços será temporária ou se poderá obrigar os bancos centrais a manter uma política monetária mais restritiva durante mais tempo.







